Ásia

O que fazer em Bangkok: 14 planos imperdíveis na capital da Tailândia

Bangkok
Vale a pena visitar a capital da Tailândia? Se você está procurando o que fazer em Bangkok, esse guia é perfeito!
12 janeiro 2026

Bangkok é uma daquelas cidades que nunca param de viver. Ela surpreende pela sua efervescência e pelos aromas da cozinha tradicional, pela sua alegre confusão, mas também pela divisão entre a Velha Bangkok e os bairros modernos da capital tailandesa.

Durante os poucos dias que passei em Bangkok, caminhei, provei pratos cujos nomes não me lembro, mas, acima de tudo, descobri lugares cuja beleza eu não havia percebido… O que compartilho aqui são as experiências que tornaram minha passagem pela cidade uma agradável surpresa, já que foi para mim a melhor etapa da minha viagem à Tailândia. Templos, mercados, terraços, pores do sol, muay thai… Há sempre algo para fazer em Bangkok, mesmo que você esteja viajando sozinho. E a cidade é super segura!

Então, vale a pena visitar Bangkok? Para mim, sim, e cinco dias me parece uma duração ideal para a estadia, mas isso depende de você e do que você quer ver, do que você gosta e da sua maneira de viajar.

1. Grande Palácio

Vamos começar a lista de o que fazer em Bangkok pelo Grande Palácio, que visitei antes do Wat Pho e do Wat Arun. Em relação à entrada, não houve espera, o que achei bastante impressionante na Tailândia em geral e em Bangkok. Apesar da multidão, não há filas nem aglomeração nos monumentos. Será que foi porque fui na baixa temporada?

Importante saber: as mulheres são obrigadas a cobrir os ombros e os joelhos em todos os templos, por isso é importante ter sempre uma calça leve e, se possível, uma camiseta. Alguns templos oferecem aluguel de roupas compridas (despesa desnecessária, na minha opinião, mas útil em caso de esquecimento) ou até emprestam saias lindas!

Bom, o Grande Palácio é absolutamente magnífico. Os telhados brilham como se tivessem sido colocados ali para capturar o sol, e cada pavilhão parece querer contar uma história diferente. Caminhei lentamente pelo pátio, um pouco hipnotizada pelos mosaicos, pelos dourados que parecem quase irreais e pelas estátuas coloridas. Aliás, eu gostaria muito de ter feito uma visita guiada ao Grande Palácio (não havia mais vagas no dia em que fui. Da próxima vez, vou me programar com antecedência) para conhecer um pouco da história do lugar, entender um pouco as pinturas que se vê em uma das salas… Enfim, contemplar é bom, mas um pouco mais teria sido melhor.

Ah, e não se esqueça de que você poderá ver o Buda de jade, muito famoso na Tailândia… que, ironicamente, não é feito de jade, mas de jaspe verde. A estátua é muito menor do que eu imaginava, quase discreta em seu estojo dourado, mas a atmosfera ao redor é bastante agradável. Os fiéis que depositam oferendas, os murmúrios, o perfume do incenso… Sentimos imediatamente que esta figura verde de Buda ocupa um lugar imenso no coração dos tailandeses.

Estátua do Grade Palácio decorada com muitos ornamentos típicos da cultura tailandesa
Estátua do Grande Palácio de Bangkok

2. Wat Pho

Depois do Grande Palácio, fui ao Wat Pho, o templo do Buda deitado, que me agradou muito pela sua tranquilidade. Acho que, dos três grandes templos de Bangkok, esse foi o que mais gostei. Não pelo Buda em particular, embora seja impressionante, mas principalmente pelo seu pátio interno com suas estupas coloridas, que achei magnífico e super relaxante. Por isso, está nessa lista do que fazer em Bangkok.

Resumindo, lá estava eu, passeando, apenas para observar os mosaicos e os pedaços de porcelana que cobriam cada estrutura. Há algo de verdadeiramente poético nessa repetição de formas e cores. Era bonito, simples.

O Wat Pho é um dos templos mais antigos de Bangkok, muito antes de a cidade se tornar a capital como a conhecemos hoje. Rama I mandou restaurá-lo para transformá-lo em um grande centro religioso, e Rama III transformou-o em uma verdadeira biblioteca de pedra, com todas essas inscrições gravadas nos pavilhões. Dizem até que se trata do primeiro “centro de conhecimento” do país, o que explica por que a escola de massagem tradicional ainda se encontra dentro do recinto do templo hoje em dia.

Detalhes dos mosaicos e decorações do Wat Pho
Detalhe de uma estátua do Wat Pho

3. Wat Arun

Para terminar com os templos de Bangkok, o Wat Arun é imperdível. Para chegar lá, é preciso pegar um barco no Tha Tien Pier; a travessia dura menos de cinco minutos e custa 5 bahts (cerca de 85 centavos de real). O templo em si é impressionante assim que nos aproximamos. Seu prang central é coberto por pequenos pedaços de porcelana chinesa recuperados de antigos navios mercantes. Quando olhamos de perto, vemos flores e outros motivos, dispostos como um quebra-cabeça.

O Wat Arun tem uma história bastante fascinante: antes de se tornar o templo solar que conhecemos hoje, ele abrigava o Buda de Esmeralda, antes que a estátua fosse transferida para o Grande Palácio. O templo foi então restaurado e ampliado sob Rama II e Rama III, o que lhe conferiu essa silhueta singular. Subi alguns degraus, alguns deles íngremes, quase verticais, mas a vista valeu o esforço. O rio se estende em toda a sua largura, os barcos deslizam como pequenos vaga-lumes metálicos e o Grande Palácio pode ser visto logo em frente.

Meu momento favorito não aconteceu dentro do templo, mas logo depois. No final do dia, fui tomar um drinque no Rooftop Bar at sala rattanakosin, bem em frente. Ver o Wat Arun se iluminar lentamente enquanto o sol se põe sobre o Chao Phraya é uma das imagens mais bonitas que guardo de Bangkok. Um final perfeito para o dia dos templos. Para uma vista deslumbrante do Wat Arun à noite, você também pode aproveitar um cruzeiro com jantar no Chao Phraya e assim ver a cidade e o Grande Palácio a partir do rio.

Wat Arun iluminado visto de longe à noite
Wat Arun iluminado ao anoitecer

4. Chinatown

Chinatown foi a minha primeira atividade depois de chegar à Tailândia e deixar minha mochila no hotel. Minha primeira impressão: o cheiro. Não necessariamente agradável para mim, eu o descreveria como uma mistura de frituras e especiarias, incluindo uma em particular que permanecerá um mistério, já que não consegui descobrir seu nome (ou talvez fosse uma mistura). Caminhei sem procurar nada em particular, deixando as ruas decidirem por mim, e provei alguns espetinhos aleatoriamente.

Cansada da viagem, não demorei muito. Um pouco decepcionada por ter ficado com vontade de mais, com tudo o que me tinham falado de bom, decidi voltar à noite, depois de uma boa soneca. Para aproveitar ao máximo, reservei um tour noturno de tuk-tuk com refeição em Chinatown: passeio pela cidade, vista dos grandes templos, mercado de flores e, em seguida, rumo ao mercado chinês para entrar no clima. E lá, uma farandole de sabores. Provei coisas que nunca teria pensado ou ousado experimentar. Mas, sinceramente, gosto da diversão de tentar me superar um pouco, por isso foi muito agradável. No entanto, se for um pouco exigente em termos de comida, talvez seja melhor evitar.

E, para contar um pouco sobre a história de Chinatown: o bairro se desenvolveu no final do século XVIII, quando a comunidade chinesa instalada perto do antigo palácio foi transferida para dar lugar ao futuro Grande Palácio. Isso deu origem a esse labirinto de ruelas, templos, lojas e restaurantes que não param de evoluir há mais de dois séculos. Ali também se encontram santuários muito antigos, como o Wat Mangkon Kamalawat, que mostram o quanto a cultura chinesa se enraizou na vida cotidiana de Bangkok. Sendo assim, não deixe de incluir Chinatown na sua lista de o que fazer em Bangkok!

Um estabelecimento de Chinatown com charcutaria e um gato dormindo no chão
Loja em Chinatown

5. O mercado de amuletos

Chegando um pouco por acaso, esse mercado me interessou muito, por isso o coloquei na lista de o que fazer em Bangkok. É claro que eu não sabia absolutamente nada sobre amuletos. Primeiro, observei de longe, porque o lugar não se parece com um mercado turístico clássico. Aqui, as pessoas sussurram, quase não negociam, examinam cada pequeno objeto como se fosse um fragmento da vida. Os vendedores expõem centenas de pingentes minúsculos, todos diferentes, e cada um atrai um público específico.

Ao conversar com um vendedor, embora com dificuldade devido ao meu inglês, compreendi que o objeto não tem nenhum valor sem a história que carrega. Ele me explicou (ou pelo menos foi o que entendi) que alguns amuletos são abençoados em templos específicos, outros estão associados a episódios da vida de um monge e outros ainda são procurados por motivos muito concretos: proteção durante uma viagem, sucesso profissional, saúde, amor… As conversas que presenciei às vezes pareciam consultas. Nada comercial na urgência, mas sim uma forma de busca pessoal.

Não comprei nenhum amuleto, porque não queria comprar algo aleatoriamente e sem entender. Mas levei outra coisa comigo: a impressão de ter visto um lado íntimo de Bangkok, longe dos grandes monumentos e das ruas movimentadas e superturísticas.

Caixas com muitos amuletos de diferentes tamanhos, formatos e cores
Amuletos no mercado

6. Os klongs, os canais de Bangkok

Passear perto dos klongs me mostrou uma outra Bangkok, muito mais tranquila do que a que eu havia conhecido até então. Por isso, adicionei à lista de o que fazer em Bangkok. As casas sobre palafitas pareciam flutuar entre duas épocas, as pequenas pontes de madeira rangiam suavemente com o passar dos moradores e os jardins improvisados davam a impressão de que cada família tinha seu próprio pedacinho de selva. Esse contraste é bastante impressionante: estamos a poucos minutos dos templos mais visitados, mas temos a sensação de estar em uma vila à beira-mar.

Para aproveitar a vista da água, decidi fazer um passeio de barco pelos canais de Bangkok e pude observar novos detalhes: as escadas que descem diretamente para a água, as crianças brincando despreocupadamente à beira dos palafitas, os altares em miniatura colados às fachadas das casas. O guia falava calmamente, explicando como esses canais antigamente estruturavam toda a vida de Bangkok. Antes das estradas, antes dos arranha-céus, só havia a água para se deslocar, comercializar e trocar. Tentei imaginar a cidade funcionando como uma rede de pequenas artérias líquidas, onde cada casa tinha acesso direto ao movimento do rio.

Durante o passeio, também é possível avistar o Grande Buda, cujo nome oficial é Phra Buddha Dhammakāya Thepmongkhon. Sua construção começou em 2017 e ainda não está totalmente concluída, mas ele já domina todo o bairro com seus 69 metros de altura. Ele recebeu esse apelido simplesmente porque os moradores rapidamente adotaram essa versão familiar para se referir à estátua mais imponente de Thonburi. O monge que o Buda representa simboliza a paz interior e a disciplina, duas ideias muito fortes neste bairro ainda marcado por seu passado de comunidade monástica.

Pessoas almoçando em frente ao klong
Restaurante ao longo de um klong

7. O Mercado flutuante de Damnoen Saduak

O próximo item da lista de que fazer em Bangkok é o mercado flutuante de Damnoen Saduak. A cerca de uma hora de carro de Bangkok, optei por uma excursão para visitar o mercado flutuante de Damnoen Sudak e o mercado de Maeklong. Também é possível ir de táxi, mas preferi evitar ter que pensar em todos os trajetos, de Bangkok a Damnen Saduak, deste a Maeklong, o retorno à capital… Além disso, eu estava acompanhada de um guia, o que foi realmente uma boa opção. Outra possibilidade para ver o mercado flutuante é esta excursão saindo de Bangkok, que também o levará ao rio Kwai.

O mercado flutuante de Damnoen Saduak me deu claramente a impressão de algo nunca visto antes. Assim que o barco começou a se mover, pude contemplar um monte de pequenas embarcações e montanhas de mangas, cocos prontos para serem abertos, sopas fumegantes preparadas em pequenos fogões… Os vendedores se aproximam, trocam algumas palavras, sorriem e vão embora. E, em meio a esse vaivém, ainda é possível observar casas tradicionais e pontes de madeira que lembram que esse mercado nasceu de um modo de vida fluvial muito mais antigo do que parece.

Embora Damnoen Saduak atraia muitos visitantes, o mercado não perde sua tranquilidade e autenticidade. Os habitantes ainda utilizam esses canais para se deslocar, e alguns vendem os produtos de suas próprias hortas ou pomares. O guia falou sobre uma rede de vias navegáveis construída no século XIX para facilitar o comércio entre as aldeias. Em suma, esse mercado não era apenas uma atração turística, mas o herdeiro de um sistema em que tudo passava pela água, desde o arroz até as conversas entre vizinhos.

Vista do mercado de Damnoen Sudak com barcos parados e navegando pelos estabelecimentos
Vista do mercado de Damnoen Sudak

8. O Mercado Ferroviário de Maeklong

No mercado de Maeklong, caminhamos entre as bancas, observamos os vendedores concentrados em seus peixes, legumes, cestas cheias de ervas frescas… e, no entanto, todos ficam de olho na ferrovia que atravessa literalmente o mercado. Quando a hora do trem se aproxima, um leve movimento percorre a multidão. Os vendedores não entram em pânico, não se apressam. Simplesmente recolhem suas tendas, puxam uma caixa para trás, movem uma cesta com um gesto seguro, como um ritual que repetiram milhares de vezes.

Então o trem aparece. Ele avança muito lentamente, quase com educação, como se soubesse que é um intruso ali. Os turistas se afastam, as câmeras são levantadas e os vendedores esperam, impassíveis, que a locomotiva passe rente às suas barracas. O metal quase roça as cestas de frutas, o barulho ressoa por um instante e tudo se passa em poucos segundos. É ao mesmo tempo impressionante e totalmente controlado, sem estresse, sem agitação desnecessária. O trem continua seu caminho como se nada tivesse acontecido.

Assim que a via fica desimpedida, o mercado volta à vida num piscar de olhos. As lonas são novamente estendidas, os cestos voltam ao seu lugar, as conversas recomeçam e as mãos que vendiam peixe dois minutos antes voltam a estar perfeitamente disponíveis. Percebe-se que, para os habitantes, esta passagem é apenas mais um detalhe do dia-a-dia. Um plano imperdível para colocar no guia de o que fazer em Bangkok!

Um trem passando a poucos centímetros dos postos de vendas
Trem passando a poucos centímetros das bancas

9. Parque Lumpini

Eu queria um lugar onde pudesse caminhar sem pensar, longe das buzinas e das calçadas lotadas, e o parque Lumpini revelou-se perfeito para isso. Assim que se entra, a atmosfera muda. As grandes alamedas sombreadas isolam completamente do tumulto de Bangkok, e os lagartos que passeiam pelos gramados adicionam um toque de surpresa, quase surrealista. Eles se movem com uma tranquilidade que acalma todos ao redor.

Sentei-me perto do lago, atraída pelo barulho regular dos pedalinhos e pela luz que se refletia na água. Ao meu redor, corredores seguiam sua rotina com seriedade, grupos de amigos conversavam à sombra e algumas pessoas liam em bancos de madeira, totalmente absortas. É um pequeno pedaço da cidade onde todos convivem pacificamente.

Ao dedicar algum tempo a este local, compreendi por que razão este parque é tão apreciado. Não tem nada de espetacular, nada de extravagante. É simplesmente um lugar onde se pode respirar, deixar a mente descansar e observar Bangkok à distância, como se finalmente levantássemos a cabeça acima da corrente.

Um lagarto cruzando um dos caminhos do parque Lumpini
Um lagarto do parque Lumpini

10. Uma massagem tradicional tailandesa

Depois de vários dias percorrendo Bangkok sob o calor, acabei cedendo a um desejo muito simples: uma massagem tradicional tailandesa. Eu tinha ouvido dizer que não era realmente uma massagem “relaxante”, mas não sabia exatamente o que esperar.

A sessão começou devagar, mas depois tornou-se mais dinâmica. O massagista alternava entre pressões firmes, alongamentos inesperados e manipulações milimétricas. Foi muito agradável, embora mais físico do que eu imaginava. Rapidamente percebemos que a massagem tailandesa funciona quase como uma ginástica passiva, uma forma de aliviar o cansaço causado pela caminhada e pelo calor.

Ao sair, tive aquela sensação estranha, mas agradável, de estar “reiniciada”. Os ombros mais leves, as costas quase novas e as pernas leves. É claramente uma experiência que repetirei, especialmente após um longo dia de visitas. E se você não se importa que toquem nos seus pés, a massagem nas pernas e nos pés é o máximo depois de caminhar quilômetros. Por isso, está na lista do que fazer em Bangkok.

Homem tailandês fazendo massagem no pé de um cliente
A famosa massagem tailandesa! Um plano imperdível se você está procurando o que fazer em Bangkok

11. Khao San Road

Fui à Khao San Road por curiosidade e porque ficava a poucos passos do meu hotel, o que era muito prático para jantar à noite. Eu estava um pouco cética em relação à agitação anunciada. E, de fato, há barulho, mas também muita alegria. Os néons piscam, as barracas se sucedem… É principalmente um lugar perfeito para sair, beber uma cerveja e aproveitar o ambiente sem se preocupar.

Entre os viajantes carregados de malas, os músicos que se instalam na esquina de uma viela e os aromas da comida de rua, tudo se sobrepõe sem nunca se tornar sufocante. Há algo de vivo e alegremente desordenado nesta rua.

Não é um local imperdível para incluir nas coisas obrigatórias de o que fazer em Bangkok, mas é perfeito para uma noite agradável. A gente se acomoda, toma uma bebida, observa as cenas ao redor… Uma pequena pausa animada que nos deixa com um sorriso no rosto antes de partir para as visitas do dia seguinte.

Um posto que vende espetos de insetos fritos
Barraca de insetos fritos na Khao San Road

12. Chatuchak Weekend Market

Chatuchak é imenso, quase desconcertante à primeira vista, mas é um verdadeiro prazer perder-se por lá. Comecei por comprar um smoothie fresco e depois deixei-me guiar pelas vielas sem tentar compreender a lógica do local. Em poucos passos, passamos de uma banca de roupa a um atelier de cerâmica e depois a plantas tropicais.

Avançando calmamente, acabei comprando duas ou três coisinhas como lembrança. Os preços são razoáveis e os vendedores nunca pressionam, o que torna a experiência agradável. É possível conversar, comparar, tocar os tecidos, sentir o cheiro dos sabonetes artesanais, folhear cadernos feitos à mão.

Eu poderia ter ficado o dia inteiro, sinceramente. Mas o calor da tarde não é muito agradável, e mesmo as passarelas cobertas não ofereciam muito alívio. Resumindo, gostei bastante, embora, é preciso admitir, a gente acabe ficando um pouco cansado de tantos mercados. Chatuchak fica aberto aos sábados e domingos, das 9:00 às 18:00 horas. Imperdível se você está procurando o que fazer em Bangkok.

Centenas de postos do mercado de Chatuchak vistos de cima e coloridos
Vista do mercado de Chatuchak ao anoitecer

14. Baiyoke Sky Hotel

Uma noite, decidi subir ao Baiyoke Sky Hotel, um dos edifícios mais altos de Bangkok, para ver a cidade de uma perspectiva diferente. Do alto, a capital tailandesa se estendia até onde a vista alcançava, um emaranhado de luzes, avenidas e telhados que pareciam flutuar na névoa do entardecer.

Lá embaixo, o caos habitual; lá em cima, a calma. Mal se ouve o vento, observa-se os carros passando como vaga-lumes e os trens brilhando ao longe. É um pouco clichê, talvez, mas é um que se deseja viver: Bangkok à noite, vale realmente a pena visitar. Por isso, inclui essa visita à lista do que fazer em Bangkok.

É um pequeno luxo, não necessariamente necessário, mas que dá uma outra imagem da cidade: elegante, tranquila, quase poética. Eu reservei um ingresso do mirante do Baiyoke Sky Hotel, para evitar ter que esperar para entrar. E, pelo preço, sinceramente, valeu a pena. Também é possível comer lá, reservando um jantar no Baiyoke Sky Hotel. Um pouco caro quando se sabe que se pode comer na rua por 2 euros, mas uma vez não é costume, e a qualidade obviamente não é a mesma.

Vista aérea noturna da Bangkok
Vista noturna de Bangkok do Baiyoke Sky Hotel

15. Um tour gastronômico noturno

Na minha última noite, decidi fazer novamente um tour gastronômico de tuk-tuk, para ver pela última vez a cidade iluminada. E admito que comer é uma das minhas atividades favoritas. Não queria correr de um lado para outro nem fazer escolhas aleatórias, então seguir um guia que conhece as ruelas e os melhores endereços me pareceu ideal. A cada parada, ele explicava por que determinado prato era típico de um bairro, como uma receita havia evoluído ou o que a tornava diferente de uma província para outra.

O que mais gostei foi a relação entre o guia e os vendedores. Eles o reconheciam imediatamente e trocavam algumas palavras. Essa cumplicidade dava à visita um ar fluido, quase íntimo. Provei pratos que já conhecia e outros que eram novos para mim. Alguns sabores me surpreenderam mais uma vez, outros me conquistaram imediatamente. De qualquer forma, foi uma ótima descoberta.

Nada espetacular, nada forçado, apenas um momento acolhedor que reúne culinária, encontros e pequenas histórias locais. Foi realmente uma bela maneira de encerrar esses dias na capital.

Um posto que vende frangos em um mercado noturno
Barraca de frangos em um mercado noturno de Bangkok

Bangkok é uma cidade barulhenta, colorida, às vezes exaustiva, mas sempre cheia de energia e surpresas. Não é uma capital que se visita para descansar, é uma cidade que se vive, que se atravessa, que se saboreia. Ela não procura agradar, mas acaba por seduzir. Ao deixá-la, tive a estranha sensação de não ter visto tudo, compreendido tudo, provado tudo. Como se Bangkok sempre guardasse um pouco de mistério, uma viela que não exploramos, um prato que ainda não experimentamos. É exatamente isso que a torna única: ela nos faz querer voltar, mergulhar novamente em seu ritmo, seus sabores, seus contrastes.

Então, sim, há muito o que fazer em Bangkok e vale a pena visitá-la, e muito mais do que isso. É uma cidade que agita, diverte, cansa um pouco, mas que não se esquece. E quando pensamos nela, é sempre com um sorriso e um desejo claro de voltar, só para ver se a compreendemos um pouco melhor da próxima vez. Para descobrir o que fazer na Tailândia e preparar sua viagem, você pode ler este artigo. E se você passar mais tempo em Bangkok, não deixe de aproveitar estas excursões:

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