O que fazer em Cusco: 12 planos na capital do Império Inca
Umbigo do Mundo; assim era apelidada a antiga capital do Império Inca, Cusco, uma das cidades mais ricas em história de toda a América do Sul. Localizada na Cordilheira dos Andes, a aproximadamente 3.400 metros acima do nível do mar, a cidade é um grande museu ao ar livre e um símbolo da fusão cultural que caracteriza o Peru e, por isso, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Quer saber o que fazer em Cusco? Hoje, vamos levá-lo para descobrir o berço do maior império da América pré-colombiana. Você vem?
O que fazer em Cusco
Um pouco de história
Segundo a lenda, Cusco foi fundada por volta do século XII por Manco Cápac e Mama Ocllo, filhos do deus Sol, que emergiram do Lago Titicaca com a missão de civilizar os povos andinos. A cidade era o centro político, religioso e cultural dos incas e abrigava palácios, templos e praças que refletem a grandeza dessa civilização.
Em 1533, com a chegada dos espanhóis, Cusco foi conquistada e transformada em um importante centro colonial. Os colonizadores destruíram grande parte das estruturas incas e construíram igrejas e casarões de estilo europeu sobre as estruturas originais. Por isso, é possível observar os contrastes arquitetônicos em diversos pontos da cidade, como o Qorikancha, o Templo do Sol.
Apesar disso, Cusco ainda preserva suas raízes incas e mantêm vivas as tradições, festivais e a língua quíchua, falada por muitos dos seus habitantes.
O impressionante design de Cusco
Você ficaria surpreso ao descobrir como Cusco foi projetada para ser uma cidade sagrada e altamente organizada, refletindo a grandeza e a espiritualidade da civilização inca. A capital do império foi construída em formato de puma, um animal sagrado que representa força e proteção, com um propósito simbólico que conectava elementos da natureza, religião e política.
O coração da cidade era (e continua sendo) a Plaza de Armas, que correspondia ao ventre do puma, e ao redor dela ficavam o Templo do Sol, palácios reais e residências da elite inca. Suas ruas de pedra foram organizadas de forma simétrica e planejada com canais de água, uma grande testeminha das técnicas avançadas de engenharia hidráulica dos incas.
Já as construções eram feitas com a técnica de alvenaria poligonal, na qual grandes blocos de pedras eram cortadas e encaixadas com precisão, sem o uso de argamassa e extremamente resistente a terremotos.
1. Plaza de Armas, o coração da capital do Império Inca
Conhecer a Plaza de Armas é um dos planos mais imprescindíveis de o que fazer em Cusco. Durante o Império Inca, a praça era chamada de Huacaypata, que significa “lugar de encontro”. Esse local servia para celebrações de festividades, rituais religiosos e até encontros políticos.
Com a chegada dos espanhóis, a Plaza de Armas foi totalmente transformada. As construções incas foram demolidas ou incorporadas aos edifícios coloniais com varandas de madeira. Suas ruas de paralelepípedo, e as grandes montanhas dão um charme ainda mais especial à paisagem e passear por ali é como fazer uma viagem no tempo. Além dos grandes templos católicos, você encontrará quase tudo na Plaza de Armas: restaurantes, cafés, lojas de artesanato, e muito mais.
2. Catedral de Cusco
Invadida pelos espanhóis, a Catedral de Cusco, oficialmente chamada de Basílica Catedral da Assunção da Virgem, é o principal templo da cidade. Sua construção, na Plaza de Armas, demorou quase um século para ser finalizada (1560 – 1654), e foi erguida sobre o antigo palácio de Viracocha Inca.

É impossível não se impressionar com a arquitetura da Catedral de Cusco, que mistura elementos góticos, renascentistas e barrocos. A fachada, apesar de sóbria, é imponente e decora a Plaza de Armas. No entanto, seu interior é ainda mais impressionante e um verdadeiro museu de arte sacra. Há mais de 400 pinturas da Escola Cusquenha, além de altares repletos de ouro, prata e madeira esculpida. Também há inestimáveis objetos religiosos, incluindo o Señor de los Temblores, ou Cristo Negro, o padroeiro de Cusco.
Se você ainda não se impressionou, espere até ler essa próxima curiosidade: A Catedral de Cusco conta com nada menos que 11 capelas internas, ricamente decoradas com esculturas e pinturas e dedicada a diferentes santos. Um grande testemunho da fusão entre a cultura andina e o cristianismo espanhol. Você pode visitar o interior da catedral adquirindo um ingresso diretamente na bilheteria do templo. Um plano imperdível para incluir no seu roteiro de o que fazer em Cusco.
3. Igreja da Companhia de Jesus
Bem ao lado da Catedral de Cusco, também em frente à Plaza de Armas, está a Igreja da Companhia de Jesus, da Ordem dos Jesuítas, um grande destaque da arquitetura barroca na América Latina. Sua construção, sobre as ruínas do antigo palácio de Huayna Capac – um dos últimos imperadores incas – começou em 1668, enfrentou dificuldades no clero local por ser considerada uma rival arquitetônica da catedral.
Seu exterior é uma joia do barroco andino e conta com ricos detalhes esculpidos em pedra, duas torres simétricas e uma deslumbrante porta principal com motivos decorativos complexos. Seu interior é ainda mais bonito, com uma decoração rica em pinturas e esculturas e altares feitos de madeira finamente trabalhadas e ouro.

O maior destaque é o altar-mor, com 21 metros de altura e 12 de largura, feito de cedro delicadamente trabalhado e coberto em folhas de ouro, um dos maiores do mundo. Simplesmente impressionante! Por isso, visitar a Igreja da Companhia de Jesus é um plano obrigatório para fazer em Cusco. Você pode visitar o interior do templo comprando o ingresso diretamente na sua bilheteria.
Neste free tour por Cusco, conheceremos a Plaza de Armas, o exterior da Catedral e da Igreja da Companhia de Jesus, entre muitos outros lugares da cidade. Se preferir mais exclusividade e ainda estiver em dúvida sobre o que fazer em Cusco, você pode optar pelo tour privado por Cusco com um guia que fala português apenas para o seu grupo.
4. Qorikancha, o Templo do Sol
Qorikancha (ou Coricancha), também conhecido como Templo do Sol de Cusco, é um dos lugares mais sagrados da civilização inca. Esse local, dedicado ao deus Sol, simbolizava o poder divino e a ligação entre os deuses e o império e era onde os sacerdotes realizavam rituais sagrados, sacrifícios e oferendas para garantir o bem-estar da civilização.
A estrutura de Qorikancha era impressionante, com paredes revestidas com placas de ouro, que refletia a grande importância que os incas davam ao Sol. Seu nome, em quíchua, significa Cerca de Ouro, um reflexo da quantidade desse metal precioso usado na decoração do templo, um dos mais ricos e esplêndidos do império.

Embora grande parte do templo tenha sido destruído pelos espanhóis, ainda é possível observar parte de sua estrutura original. Sobre suas fundações, foi construído o Convento de Santo Domingo. Você pode ver o contraste da arquitetura inca com a colonial, onde a base de pedras de Qorikancha permanece intacta.
Se você quiser visitar o Templo do Sol por conta própria e está pesquisando o que fazer em Cusco, não deixe de adquirir um Boleto Turístico de Cusco, que dá acesso a esses e vários outros monumentos da cidade.
5. Sacsayhuamán, a grande fortaleza dos incas
Tanto com o Boleto Turístico quando com a visita guiada por Cusco mencionadas acima, você também poderá conhecer uma das maiores construções feitas fela civilização inca, a fortaleza de Sacsayhuamán. Famosa por suas gigantescas pedras, algumas com mais de 100 toneladas, que foram encaixadas perfeitamente, sem o uso de argamassa, com uma precisão tão impressionante que até hoje desafia os arqueólogos.

A fortaleza é composta por três grandes muros que se curvam e o encaixe perfeito de suas pedras não deixam espaço para infiltração de água ou de ar. Incrível, não é? Acredita-se que Sacsayhuamán tenha sido um centro de defesa da capital inca, que, com uma vista estratégica e privilegiada da cidade e do Vale de Cusco. No entanto, a fortaleza também era utilizada para cerimônias religiosas. Definitivamente, uma visita obrigatória e o que não pode deixar de fazer em Cusco.
6. Mercado de San Pedro, mergulhando no dia-a-dia cusquenho
Voltando ao centro da cidade, um dos melhores pontos para mergulhar na vida cusquenha é visitar o Mercado de San Pedro, a poucos quarteirões da Plaza de Armas. Esse local foi fundado em 1925 e, desde então, se tornou um centro comercial importante de Cusco. O mercado é um excelente lugar para encontrar alimentos frescos, produtos típicos, artesanato e ervas medicinais.

Você também encontrará alguns postos onde poderá provar algumas iguarias locais, como empanadas, anticucho (espeto de carne grelhada), tamales ou bebidas como pisco sour e chicha morada.
Um ótimo plano do roteiro de o que Cusco é reservar esse tour privado por Cusco, no qual você conhecerá o Mercado de San Pedro e muitos outros lugares da cidade.
7. Bairro de San Blas e a Pedra dos Doze Ângulos
Também bem próximo à Plaza de Armas, o bairro de San Blas é outro imprescindível para quem está decidindo o que fazer em Cusco e quer conhecer o lado mais charmoso e artístico da cidade. Apesar de ser necessário subir algumas ruas íngremes, garantimos que a experiência cultural valerá a pena. Originalmente inca, o bairro passou por transformações com a chegada dos espenhóis e se tornou um centro residencial e religioso, com a construção da igreja de San Blas sobre um antigo templo inca.
Hoje, o bairro é um verdadeiro reduto de artesãos e artistas, onde você encontrará diversos tipos de arte e artesanato. Além disso, esse bairro conta com diversos restaurantes, galerias e cafés, o que o torna um dos bairros mais boêmios de Cusco.

O maior destaque de San Blas é, por incrível que pareça, uma pedra! Mas não é uma pedra qualquer. Conhecida como a Pedra dos Doze Ângulos, essa grande rocha está localizada na Calle Hatun Rumiyoc, mais precisamente na parede o Palácio Arcebispal, que atualmente abriga o Museu de Arte Religiosa de Cusco.
Mas o que torna essa pedra tão especial? Como o próprio nome já diz, a pedra possui doze ângulos, e é um reflexo da incrível capacidade arquitetônica dos incas. O edifício em que está inserido foi erguido em alvenaria poligonal e a precisão em que a pedra foi esculpida e encaixada é tão grande que é impossível inserir uma lâmina entre ela e as pedras ao seu redor. Por isso, a Pedra dos Doze Ângulos é considerada um patrimônio cultural e histórico do legado inca em Cusco.
8. Vale Sagrado dos Incas, o incrível legado do maior império americano
Saindo um pouco da região urbana, veremos agora alguns dos melhores lugares para descobrir o legado inca no Peru. O Vale Sagrado dos Incas, que se estende pelo rio Urubamba, era um dos principais centros de agricultura, religiosidade e político dos incas graças à sua localização estratégica.
Muito conhecido por suas paisagens impressionantes, que incluem montanhas, terraços agrícolas e rios, o vale é um dos destinos turísticos mais populares do Peru. Vamos, agora, conhecer as principais atrações desse lugar rico em história, cultura e belezas naturais.
Essa excursão pelo Vale Sagrado dos Incas que passa pelas diversas atrações dessa região, é um ótimo plano para quem está buscando o que fazer em Cusco.
Moray, os terraços circulares de Cusco
Entre os pontos do Vale Sagrado dos Incas, talvez o mais impressionante seja o sítio arqueológico de Moray, famoso por suas terras circulares em formato de terraços que revelam a engenharia impressionante dos incas.
O local consiste em várias depressões naturais formadas por terraços concêntricos e circulares que descem até cerca de 30 metros de profundidade. Cada nível cria um microclima úmido que pode variar até 15°C entre o nível mais alto e o mais baixo. Além disso, os terraços de Moray eram irrigados por um sofisticado sistema hidráulico inca que controlava a quantidade de água em cada nível e possuia uma drenagem tão eficiente que a água nunca se acumula nos terraços, mesmo durante chuvas fortes.

Os terraços eram usados para cultivar uma grande variedade de aimentos, como milho, batata e quinoa, além de plantas medicinais. Mas, muito mais do que isso, Moray também era usado como um laboratório agrícola, onde a civilização testava o plantio e adaptava as culturas às condições climáticas para garantir o sucesso agrícola em diversas regiões do território. Genial, não é mesmo?
Você pode conhecer esse incrível sítio arqueológico fazendo uma excursão a Moray e às salinas de Maras ou participando de um divertido tour de quadriciclo por Cusco ou pelo Vale Sagrado dos Incas.
Salinas de Maras, tradição secular
Próximo a Moray estão as salinas de Maras, um conjunto de mais de 6.000 pequenos poços de sal, com cerca de 5 metros quadrados escavados na encosta de uma montanha. Embora esse lugare remonte há séculos, com origem em tempos pré-incas, durante o império, as salinas foram incorporadas e desenvolvidas, já que o sal era uma mercadoria muito valiosa. Após a queda do império e ainda hoje, as salinas continuam sendo uma fonte de sustento para as famílias locais que vão sendo herdadas a cada geração.
Você consegue imaginar de onde vem a salmoura que alimenta as salinas? A fonte natural de água salgada de depósitos subterrâneos de sal formados há milhões de anos, quando a área era coberta por um mar raso.

Além do sal, que é vendido por todo Peru e internacionalmente, as salinas de Mara são um importante ponto turístico de Cusco. Isso porque, sua paisagem única de poços de sal que variam de cores devido a concentração de mineirais e ângulo da luz solar, além de constastarem com as cores vivas das montanhas.
Para visitá-las, você pode fazer uma excursão a Moray e às salinas de Maras. Se quiser um plano diferente, experimente essa excursão privada a Maras com massagem de sal + Moray e Misminay. Planos imperdíveis da lista de o que fazer em Cusco!
Písac, ruínas históricas e mercado tradicional
Um pouco mais próximo do centro cusquenho, a aproximadamente 33 quilômetros, está o sítio arqueológico de Písac e também a cidade de mesmo nome, muito conhecido também por seu mercado tradicional, uma combinação perfeita de história, cultura e, claro, paisagens andinas.
O sítio arqueológico está localizado no topo de uma montanha com vista para o vale e impressiona pelo seu tamanho e, mais uma vez, pela sofisticação arquitetônica dos incas. As ruínas de Písac estão divididas em áreas, como os terraços agrícolas, o Templo do Sol e as tumbas esculpidas em rocha, no penhasco adjacente. Outra área de grande importância era Q’allaqasa, ou “cidade suspensa”, uma área defensiva com torres de vigia.

Já na cidade de Písac, você pode conhecer o seu famoso mercado artesanal, onde encontrará produtos têxteis feitos à mão, joias de prata, cerâmicas tradicionais, restaurantes e muito mais. Além disso, a cidade é um verdadeiro charme, repleta de casas de adobe e ruas de paralelepípedo que preservam o encanto andino. Conheça as maravilhas artesanais de Písac nesse tour privado de artesanato pelo Vale Sagrado dos Incas. Um plano imperdível de o que fazer em Cusco!
Ollantaytambo, a resistência inca
O vilarejo de Ollantaytambo também faz parte do Vale Sagrado dos Incas e, por isso, é um popular destino para quem quer descobrir o legado inca na região de Cusco. Seu sítio arqueológico foi um importante local do império, já que desenvolveu atividades defensivas, religiosas e administrativas.
Durante a invasão espanhola, Ollantaytambo foi um dos poucos lugares onde a civilização inca conseguiu uma vitória significativa contra os conquistadores em 1536, sob a liderança de Manco Inca. Entre os destaques do sítio arqueológico estão os terraços agrícolas, o Templo do Sol e os setores Militar e Residencial.

Já no vilarejo, você encontrará uma cidade construída sobre antigos fundamentos incas, mantendo o planejamento original dessa civilização. Ruas de paralelepípedos, canais de água corrente e edifícios de pedra conferem a Ollantaytambo o título de uma das cidades mais bem preservadas do Impérico Inca. Por isso, é um destino imperdível para conhecer em Cusco! Para conhecer os detalhes da cidade, faça uma visita guiada por Ollantaytambo.
Além disso, a estação de trem de Ollantaytambo é uma das principais portas de entrada para a Cidade Perdida dos Incas, Machu Picchu. Se quiser ir por conta própria a um dos sítios arqueológicos mais importante do mundo, pode comprar esse bilhete de trem a Machu Picchu.
9. Vinicunca, a incrível Montanha Arco-Íris
Um dos atrativos turísticos que tem se tornado cada vez mais popular é a Montanha Vinicunca, mais conhecida como Montanha Arco-Íris ou Montaña 7 Colores. Já adiantamos que é, definitivamente, uma visita obrigatória para fazer em Cusco!
A montanha possui uma beleza única graças as cores incomuns (entre tons de vermelho, amarelo, verde, azul e branco) que cobrem suas encontas. As cores são resultado de um processo geológico milenar criadas por 14 tipos diferentes de sedmentos marinhos, lacustres e fluviais.

Além das paisagens deslumbrantes que você terá da montanha colorida, visitar Vinicunca é uma experiência inestimável. Você verá a comunidade que vive ao redor da montanha, lhamas e alpacas pelo caminho e desafiar a si mesmo em uma aventura única. Isso porque a Montanha Arco-Íris está localizada a 5.200 metros acima do nível do mar e caminhar por lá pode ser mais difícil do que parece.
Você pode conhecer esse cenário fazendo uma trilha pela Montanha Arco-Íris ou um passeio de quadriciclo pela Montanha Arco-Íris. No entanto, devido à altitude, recomendamos passar de dois a três dias na cidade para se adaptar antes de decidir o que fazer em Cusco e aproveitar melhor os passeios.
10. Museus de Cusco, uma viagem pela história peruana
Quer mergulhar ainda mais na história da cidade, do Império Inca e do Peru? Então, um dos melhores planos de o que fazer em Cusco é visitar um (ou mais!) dos mais de 15 museus que existem na cidade. Aqui estão alguns desses locais:
- Museu Inca: localizado no centro histórico da cidade, oferece uma imersão na civilização inca e na história pré-colombiana.
- Museu de Arte de Cusco: localizado no Convento de Santa Clara, esse museu apresenta uma rica coleção de arte colonial.
- Museu de Arte Popular: próximo à Plaza de Armas, esse museu celebra as tradições artísticas de Cusco e das comunidades andinas
- Museu de História Natural: ao lado do museu de Arte Popular, apresenta uma visão detalhada da biodiversidade do Peru, especialmente das regiões andina e amazônica.
- Museu de Arte Contemporânea: localizado na Plaza Regocijo, abriga exposições temporárias de artistas locais e internacionais de arte moderna e contemporânea.
- Museu de História Regional: localizado Casa del Inca Garcilaso de la Vega, próximo à Plaza de Armas, oferece uma visão detalhada da cidade de Cusco, dos tempos pré-incas à era republicana.
Você pode visitar os museus por conta própria adquirindo o ingresso na bilheteria do local. No entanto, recomendamos que você compre o Boleto Turístico de Cusco, que inclui o ingresso de alguns desses museus e de outros lugares de interesse da cidade.
11. Gastronomia: o que não deixar de comer em Cusco?
Um plano obrigatório de o que fazer em Cusco é provar sua deliciosa e autêntica gastronomia, uma das mais tradicionais e representativas do Peru. A culinária cusquenha é uma verdadeira expressão cultural e combina ingredientes andinos com técnicas antigas, além de influências indígenas e espanhola.
O protagonista da culinária cusquenha é o cuy (porquinho-da-índia), que pode ser preparado de diversas maneiras e é um dos pratos mais tradicionais do Peru. No entanto, o cuy chactado é o mais popular na cidade, servido frito com batatas e molho de pimenta, uma iguaria que remonta ao Império Inca.

Entre outros pratos populares de Cusco, estão o chiri uchu (mistura de carnes, milho, batata, amentoim e pimenta), a pachamanca (carnes, legumes e grãos cozidos em um buraco escavado no chão, usando pedras quentes), a sopa de quinoa e olluquito con charqui (tubérculo nativo preparado com carne seca de lhama ou bovina e cozido com temperos locais).
Embora seja mais típico das regiões litorâneas do país, o ceviche peruano também é encontrado em muitos dos restaurantes da cidade. Venha descobrir as delícias cusquenhas nesse tour gastronômico por Cusco, que inclui a retirada no seu hotel.
Além disso, se você está se perguntando “é caro comer em Cusco?”, a boa notícia é que não precisa ser. Há opções econômicas em mercados e lanchonetes locais, assim como restaurantes mais sofisticados, permitindo que você aproveite a gastronomia enquanto descobre o que fazer em Cusco.

Já no quesito bebidas, as mais tradicionais de Cusco são a chicha de jora, feita feitas da fermentacão do milho, e o pisco sour, feito com aguardente de uva (pisco), suco de limão, clara de ovo e xarope de açúcar. Para os menores de idade, a opção é provar a chicha morada, um suco feito com milho roxo, cravos, canela e açúcar.
Outra bebida típica de Cusco é o mate (ou chá) de coca, feito com folhas dessa planta nativa dos Andes. É altamente consumida por turistas em Cusco por ajudar na adaptação, já que a coca ajuda a alivir o mal de altitude.
12. Machu Picchu, a incrível Cidade Perdida dos Incas
Claro que, em uma lista de o que fazer em Cusco, não podemos deixar de falar sobre uma visita imprescindível a Machu Picchu. Conhecida como a Cidade Perdida dos Incas, esse sítio arqueológico foi construído no século XV a 2.430 metros acima do nível do mar, e é considerado um dos maiores feitos da engenharia e arquitetura inca.
A cidade foi abandonada pelos incas no século XVI após a invasão espanhola e nunca foi encontrada pelos conquistadores. Foi apenas em 1911 que o historiador Hiram Bingham encontrou Machu Picchu. Desde então, a Cidade Perdida dos Incas vem passando por estudos históricos e arqueológicos que ajudam a entender o cotidiano, a cultura e as tradições dessa civilização.
Entre as ruínas, você encontrará as casas, locais de culto e praças da cidade, com destaque para o Templo do Sol e a Praça Principal. Além das ruínas, Machu Picchu é cercada de montanhas alpinas que dão ainda mais beleza ao local, além das simpáticas lhamas e alpacas que residem no local.

Hoje, Machu Picchu é um dos sítios arqueológicos mais importantes do planeta e, por isso, foi declarado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
Se você ainda não sabe como ir para Machu Picchu saindo de Cusco, recomendamos fazer uma excursão a Machu Picchu com ingressos, que inclui a retirada no seu hotel, os ingressos do trem e do sítio arqueológico, além do guia que lhe explicará todos os detalhes e curiosidades da Cidade Perdida dos Incas. No entanto, há outras opções, como trilhas, excursões de vários dias e rotas pelo Caminho Inca. Encontre os melhores planos e atividades em Machu Picchu no catálogo da Civitatis.
É melhor ficar em Cusco ou Machu Picchu?
Depende do seu estilo de viagem, mas a maioria dos visitantes prefere se hospedar em Cusco. Além de ter uma infraestrutura mais completa de hotéis e restaurantes, a cidade permite se adaptar à altitude e planejar melhor o que fazer em Cusco antes de seguir para Machu Picchu. Machu Picchu, por sua vez, é perfeita para uma visita de dia inteiro ou pernoite rápido, mas não oferece tantas opções de hospedagem ou atividades além do sítio arqueológico.
Dicas para sua viagem a Cusco
Boleto Turístico
Se você pretende visitar ruínas históricas e sítios arqueológicos, recomendamos que compre o Boleto Turístico del Cusco, que dá acesso a grande parte dos pontos de interesse da cidade, além de alguns museus. É a malhor maneira de economizar dinheiro enquanto visita a cidade! Você pode optar pela modalidade de 1, 2 ou 10 dias, de acordo com o tempo que passará em Cusco.
Que moeda usar em Cusco?
A moeda oficias do Peru é o Sol peruano (PEN), mas como se trata de uma cidade turística, os cartões de crédito e débito internacionais também são amplamente aceitos. Além disso, você pode facilmente trocar Reais ou Dólar por Sóis peruanos em uma das diversas casas de câmbio espalhadas pela cidade.

No entanto, vale lembrar que, em mercados de artesanatos menores e em regiões mais afastadas, cartões podem não ser aceitos ou, sequer, funcionem. Por isso, recomendamos levar alguma quantia de dinheiro em espécie para garantir que você consiga comprar o que desejar.
Como se locomover em Cusco
Se você estiver hospedado no centro histórico ou perto dele, a melhor opção para conhecer Cusco é caminhando pelas ruas dos arredores, já que grande parte dos atrativos fica próximo à Plaza de Armas. Para os lugares mais afastados, você pode contratar um táxi ou um carro de aplicativo, como o Uber. Se preferir economizar, pode usar também os ônibus urbanos e as vans compartilhadas (colectivos).
Para quem prefere mais comodidade e praticidade, recomendamos uma das muitas atividades fazer em Cusco que incluem transporte de ida e volta ao seu hotel, além de um guia que contará a história dos lugares. Dessa maneira, você pode mergulhar na história da cidade da maneira mais fácil e sem preocupações.
Quantos dias é ideal em Cusco?
A estadia ideal em Cusco costuma ser de 3 a 5 dias. Esse tempo permite se adaptar à altitude, explorar a cidade com calma e planejar o que fazer em Cusco, incluindo passeios pela Plaza de Armas, bairros históricos como San Blas e excursões ao Vale Sagrado ou Machu Picchu.
Quando não ir a Cusco?
É melhor evitar ir a Cusco durante a temporada de chuvas, que vai de dezembro a março, pois muitas trilhas podem ficar escorregadias e alguns passeios podem ser prejudicados. Mesmo assim, é possível aproveitar museus e atrações da cidade nos dias em que o clima estiver mais favorável.
Por que é difícil respirar em Cusco?
É difícil respirar em Cusco porque a cidade está a cerca de 3.400 metros de altitude, o que significa que há menos oxigênio disponível no ar. Por isso, é importante passar alguns dias se adaptando antes de fazer atividades mais intensas e planejar com calma o que fazer em Cusco, aproveitando passeios leves no início, como conhecer a Plaza de Armas ou o bairro de San Blas.