América do Sul

O que fazer em Bariloche: 14 passeios no verão e no inverno

Pôr do sol sobre a baía de San Carlos de Bariloche, com as águas do Lago Nahuel Huapi e as montanhas da Patagônia ao fundo
Veja o que fazer em Bariloche: cerros, lagos, neve, chocolate e excursões, com horários, dicas de transporte e quantos dias ficar na cidade
27 setembro 2026

Bariloche fica às margens do lago Nahuel Huapi, dentro do parque nacional mais antigo da Argentina. Isso explica por que quase tudo aqui gira em torno de água, montanha e floresta. No post de hoje, a Civitatis lhe mostra o que fazer em Bariloche no verão e no inverno. São cerros, lagos e excursões que valem o seu tempo.

Os passeios essenciais em Bariloche são o Circuito Chico, o Cerro Campanario e o Cerro Catedral. Some a eles a navegação até a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes. No centro, vale conhecer o Centro Cívico e a rua Mitre, famosa pelo chocolate. Com quatro ou cinco dias, você vê o principal com calma.

Decidir o que fazer em Bariloche depende muito da estação. No inverno, a neve cobre os cerros e o esqui domina a agenda. No verão, os dias longos abrem espaço para trilhas, praias de lago e passeios de barco. A seguir, você encontra os lugares e as experiências que funcionam nas duas épocas, com endereços, horários e dicas práticas.

Vista aérea de Bariloche, na Argentina, com uma estrada margeando o lago Nahuel Huapi e as montanhas dos Andes ao fundo, sob um céu ensolarado de verão
Bariloche é um dos principais destinos da Patagônia argentina e está localizada às margens do lago Nahuel Huapi

Os melhores passeios em Bariloche

1. Centro Cívico e Museo de la Patagonia

É o cartão-postal da cidade e o melhor ponto de partida. O conjunto foi projetado pelo arquiteto Ernesto de Estrada e inaugurado em 1940. Os prédios de pedra verde, cipreste e ardósia formam um “U” em torno de uma praça aberta para o lago. Em 1987, o Centro Cívico foi declarado Monumento Histórico Nacional.

Dentro do conjunto fica o Museo de la Patagonia Francisco P. Moreno. O acervo reúne história natural, pré-história e cultura dos povos originários da região. A peça mais conhecida é o quadro “Jujuy”, de Antonio Berni, pintado em 1937. É uma boa opção para um dia de chuva. Se quiser entender a cidade com contexto, uma das visitas guiadas por Bariloche começa justamente por aqui.

  • Endereço: Centro Cívico, centro de San Carlos de Bariloche
  • Horário do museu: de segunda a sexta, de 10:00 a 12:30 e de 14:00 a 17:00 horas (nas férias, também aos sábados). O horário pode variar, vale a pena confirmar antes de ir

2. Catedral de Nuestra Señora del Nahuel Huapi

A poucos minutos a pé do Centro Cívico, a catedral se destaca pela torre em forma de agulha, com 69 metros. O projeto é de Alejandro Bustillo, o mesmo arquiteto do Hotel Llao Llao, que doou os planos. O estilo é neogótico, com paredes de pedra clara e telhado de ardósia escura.

Os vitrais foram instalados em 1947 e fabricados na França. Repare em um detalhe curioso. Em dois deles, os arquitetos Bustillo e Césari aparecem como os arcanjos Rafael e Miguel. Do adro, você tem uma das vistas mais abertas do lago no centro da cidade.

Detalhe da Catedral de Nossa Senhora de Nahuel Huapi, em San Carlos de Bariloche, com sua arquitetura de pedra
A Catedral de Nossa Senhora de Nahuel Huapi é um dos principais edifícios religiosos de Bariloche

3. Rua Mitre e a rota do chocolate

Bariloche se apresenta como capital argentina do chocolate. A rua Mitre é a vitrine disso. Em poucas quadras, você encontra casas tradicionais como Mamuschka, Rapa Nui e Del Turista. Vale provar o chocolate em rama, feito em lascas finas, que é uma especialidade local.

Se a sua viagem coincidir com a Semana Santa, programe-se para a Fiesta Nacional del Chocolate. Na edição de 2026, os chocolateiros montaram na rua Mitre uma barra com mais de 221 metros. As datas mudam a cada ano, por isso vale confirmar a programação na fonte oficial. Para completar o roteiro, as atividades gastronômicas em Bariloche incluem degustações e uma visita à vinoteca Wine House. É um bom jeito de conhecer vinhos da Patagônia.

4. Circuito Chico

Se você tiver tempo para um único passeio, que seja este. O Circuito Chico é um percurso de cerca de 65 quilômetros que sai do centro pela avenida Bustillo. Ele contorna lagos, penínsulas e bosques, com paradas em mirantes e em alguns dos lugares mais fotografados da região.

No caminho aparece o Hotel Llao Llao, inaugurado em 1938 no km 25 da avenida Bustillo. Ele fica entre os lagos Nahuel Huapi e Moreno. Ao lado dele está a Capilla San Eduardo, uma pequena capela de pedra e madeira também assinada por Bustillo. Pouco depois, o Punto Panorámico mostra o lago Moreno e a península de Llao Llao de cima. O jeito mais prático de fazer o trajeto é o tour panorâmico pelo Circuito Chico. Ele dura cerca de quatro horas.

5. Cerro Campanario

Fica no km 17,5 da avenida Bustillo e costuma ser a primeira parada do Circuito Chico. Um teleférico de cadeirinhas leva você aos 1.050 metros de altitude em cerca de sete minutos. Lá de cima, você vê os lagos Nahuel Huapi e Moreno e a península de Llao Llao. Ao fundo aparecem a Isla Victoria e os picos nevados.

Quem prefere caminhar pode subir por uma trilha de aproximadamente 30 minutos, com subida moderada. No topo há uma confeitaria com terraço. Chegue cedo em dias de céu limpo, porque as filas crescem ao longo da manhã.

  • Endereço: Av. Exequiel Bustillo, km 17,5
  • Horário: de 9:00 a 17:30 horas (último ascenso). Sujeito a mudanças sazonais e ao clima, vale a pena confirmar antes de ir
  • Como chegar: ônibus da linha 20 ou tours do Circuito Chico

6. Colonia Suiza

A 25 quilômetros do centro, esta vila foi o primeiro povoamento europeu da região. Famílias suíças a fundaram no fim do século XIX. As casas de madeira, as casas de chá e as plantações de frutas vermelhas mantêm um ar de colônia rural.

O prato típico é o curanto, cozido em um buraco na terra sobre pedras quentes e coberto com folhas. Às quartas e aos domingos acontece a feira de artesanato, com produtos regionais. Você pode ir por conta própria. Outra opção é reservar o tour pelo Circuito Chico com Colonia Suiza, que junta os dois passeios no mesmo dia.

7. Cerro Otto e a confeitaria giratória

É o cerro mais perto do centro, a cerca de 5 quilômetros. A base do teleférico fica no km 5 da avenida de los Pioneros. As gôndolas sobem até 1.405 metros em uns 12 minutos. No topo está a famosa confeitaria giratória. Ela gira devagar enquanto você toma um chocolate quente diante do lago.

O complexo também tem uma galeria com réplicas em tamanho real do Davi, da Pietà e do Moisés de Michelangelo. No inverno, há trenó e caminhadas com raquetes de neve. No verão, trilhas e mountain bike. Fica perto de Piedras Blancas, então dá para combinar os dois no mesmo dia.

  • Endereço: Av. de los Pioneros, km 5
  • Horário: bilheteria de 10:00 a 17:00 horas (último ascenso), com descida até as 18:30 horas. O horário pode variar conforme a estação
Teleférico vermelho subindo o Cerro Otto, em Bariloche, cercado por uma paisagem montanhosa
O Cerro Otto é uma das principais atrações de Bariloche e oferece um teleférico que leva os visitantes até a área elevada

8. Cerro Catedral

A 19 quilômetros do centro, o Catedral é um dos maiores centros de esqui da América do Sul. São cerca de 1.200 hectares esquiáveis, mais de 60 pistas e o ponto mais alto perto dos 2.000 metros. Há opções para iniciantes, famílias e esquiadores experientes.

Se você nunca esquiou, uma aula privada de esqui ou snowboard no Cerro Catedral poupa horas de tentativas para ficar em pé. Quem só quer ver a neve pode fazer a excursão ao Cerro Catedral, com transporte incluído. No verão, os teleféricos seguem funcionando para trilhas e mirantes.

Um conselho prático é alugar a roupa de neve antes de subir. O aluguel de roupa de neve em Bariloche evita que você compre casacos que só vai usar uma vez.

Vista panorâmica do Cerro Catedral coberto de neve, com o Lago Nahuel Huapi e as montanhas ao redor sob um céu com nuvens
O Cerro Catedral é uma das principais estâncias de esqui da Argentina e está localizado próximo a San Carlos de Bariloche

9. Piedras Blancas

Na encosta do Cerro Otto, Piedras Blancas é o parque de neve preferido de quem viaja com crianças. A estrela é o culipatín, um trenó de plástico em que você desce sentado pelas pistas. Também há tubing e tirolesa, cobrados à parte.

Como não há ônibus urbano até lá, o transporte a Piedras Blancas resolve a ida e a volta. A temporada depende da neve e costuma ir de julho a setembro.

10. Isla Victoria e Bosque de Arrayanes

É a navegação mais clássica do Nahuel Huapi. Os barcos saem de Puerto Pañuelo, ao lado do Hotel Llao Llao. Depois cruzam o lago até a península de Quetrihué. Ali fica o Bosque de Arrayanes, com árvores de tronco cor de canela, frio ao toque e retorcido. O bosque é protegido pelo Parque Nacional Los Arrayanes, vizinho do Parque Nacional Nahuel Huapi.

Na volta, o barco para na Isla Victoria, a maior do lago. Ali há trilhas curtas por bosques e mirantes. Na excursão à Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes, o traslado e o barco estão incluídos. As taxas de entrada do parque nacional e de embarque são pagas à parte, e os valores mudam com frequência.

Quem está em Villa La Angostura pode chegar ao bosque a pé ou de bicicleta. A trilha tem 11 quilômetros por trecho, ou cerca de duas horas de caminhada. O registro no centro de informações é obrigatório.

11. Puerto Blest e Cascada Los Cántaros

Esta navegação vai mais fundo na cordilheira. O barco segue por um braço estreito do Nahuel Huapi, cercado de floresta úmida, até Puerto Blest. No caminho, uma parada leva à Cascada Los Cántaros, uma sequência de quedas d’água em degraus de pedra.

Para chegar ao mirante, você sobe cerca de 700 degraus de madeira. No alto, há um alerce que, segundo os guias locais, tem cerca de 1.500 anos. Depois, a excursão pode incluir uma curta navegação pelo lago Frías, de águas verde-leitosas. A excursão a Puerto Blest e à Cascata de los Cántaros ocupa o dia inteiro. Escolha a data com previsão de sol, porque a região é uma das mais chuvosas do parque.

Embarcação navegando pelo lago Nahuel Huapi, em Puerto Blest, com as paisagens montanhosas da região de Bariloche ao redor
Puerto Blest é um dos destinos naturais próximos a Bariloche e pode ser visitado em passeios de barco pelo lago Nahuel Huapi

12. Cerro Tronador e Ventisquero Negro

O Tronador, na fronteira com o Chile, é a montanha mais alta do Parque Nacional Nahuel Huapi. Tem cerca de 3.500 metros. O nome vem do barulho dos blocos de gelo que se desprendem das geleiras e soa como trovão. O passeio passa pelo lago Mascardi e por Pampa Linda. Termina diante do Ventisquero Negro, uma geleira coberta de sedimentos escuros.

O trecho final da estrada é de mão única e funciona em horários fixos. A subida é permitida de 10:30 a 14:00 horas e a descida, de 16:00 a 18:00 horas. Esses horários podem mudar, vale a pena confirmar antes de sair. Para não depender dessa logística, a excursão ao Cerro Tronador resolve o transporte e dura cerca de oito horas.

13. Rota dos Sete Lagos e San Martín de los Andes

É uma das estradas mais bonitas da Argentina. O trajeto passa por Villa La Angostura e termina em San Martín de los Andes. No caminho surgem lagos como Espejo, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner e Lácar. Cada curva abre uma nova vista de água e montanha.

Dá para fazer em um dia saindo de Bariloche, embora seja um dia longo. A excursão a San Martín de los Andes e aos Sete Lagos leva cerca de 11 horas. Inclui paradas em mirantes e tempo livre na cidade. Outras opções estão reunidas nas excursões de um dia saindo de Bariloche.

14. Estância, veleiro e esportes ao ar livre

A lista do que fazer em Bariloche não acaba nos roteiros clássicos. Na estepe, a leste, a excursão à estância San Ramón mostra a vida rural patagônica. No lago, o passeio de veleiro pelo lago Nahuel Huapi dura três horas. É uma forma tranquila de ver a costa.

Para quem gosta de movimento, há o aluguel de bicicleta em Bariloche, ótimo para pedalar o Circuito Chico. Há até um batismo de mergulho no lago Moreno. Todas essas propostas estão reunidas na página de ação e natureza em Bariloche. E quem prefere caminhar encontra opções guiadas na seção de trekking em Bariloche.

15. Quantos dias ficar em Bariloche

Para ver o que fazer em Bariloche sem pressa, quatro dias cobrem o essencial. Reserve um dia para o centro e o Cerro Otto. Use outro para o Circuito Chico, o Campanario e a Colonia Suiza. Os dois restantes ficam para uma navegação e para o Cerro Catedral, ou para o Tronador no verão.

Com seis ou sete dias, dá para incluir a Rota dos Sete Lagos e Puerto Blest sem correr. Também sobra margem para o mau tempo, algo importante na Patagônia. Muitos passeios de barco e de montanha são cancelados com vento forte. Um dia livre evita perder o que mais interessa.

Se quiser seguir viagem, o Cruce Andino pelos lagos da cordilheira liga Bariloche a Puerto Varas, no Chile. O trajeto combina barcos e ônibus em um só dia.

16. Quando ir a Bariloche

A melhor época depende do que você procura. A temporada de neve costuma ir de julho a setembro. As melhores condições aparecem entre o fim de julho e agosto. É também a época mais cara e cheia, sobretudo nas férias de inverno.

O verão, de dezembro a março, tem dias longos e temperaturas amenas, ideais para trilhas, bicicleta e praias de lago. É a melhor época para o Tronador e a Rota dos Sete Lagos. A primavera e o outono trazem menos turistas, cores bonitas na vegetação e preços mais baixos.

Bariloche por estação
Estação Meses O que fazer
Inverno Junho a setembro Esqui no Cerro Catedral, trenó em Piedras Blancas, Cerro Otto com neve
Primavera Setembro a novembro Circuito Chico, navegações, cerros com menos filas
Verão Dezembro a março Tronador, Sete Lagos, trilhas, bicicleta e praias de lago
Outono Março a junho Bosques coloridos, Colonia Suiza, Fiesta del Chocolate na Semana Santa

17. Como se locomover em Bariloche

O ônibus urbano cobre os principais pontos. A linha 20 vai pela avenida Bustillo até Puerto Pañuelo e passa pelo Cerro Campanario. A linha 55 leva ao Cerro Catedral. Para usar o ônibus, você precisa do cartão SUBE, vendido e recarregado em quiosques do centro.

No verão, alugar um carro dá liberdade para o Circuito Chico e a Rota dos Sete Lagos. No inverno, o gelo na estrada pede experiência e correntes nos pneus. Por isso, muita gente prefere excursões com transporte incluído. Táxis e remises funcionam bem para grupos de três ou quatro pessoas.

Onde se hospedar também pesa. O centro concentra restaurantes e saídas de excursões, o que facilita a vida de quem não tem carro. Os hotéis ao longo da avenida Bustillo têm vistas melhores, mas exigem mais deslocamentos.

Barco navegando pelo Lago Nahuel Huapi, entre Puerto Pañuelo e Puerto Blest, com montanhas e paisagens naturais de Bariloche ao redor
A navegação entre Puerto Pañuelo e Puerto Blest é um dos passeios tradicionais de Bariloche

18. Perguntas frequentes sobre Bariloche

O que fazer em Bariloche quando chove?

Nos dias de chuva, vá ao Museo de la Patagonia e à catedral. Depois, percorra as chocolaterias da rua Mitre e as cervejarias artesanais. A confeitaria giratória do Cerro Otto também funciona como programa coberto, desde que o teleférico esteja operando.

Brasileiros precisam de visto para ir a Bariloche?

Não. Para turismo, brasileiros entram na Argentina com passaporte válido ou documento de identidade aceito pelo Mercosul. As regras podem mudar. Por isso, é recomendável confirmar os requisitos com a embaixada ou o consulado da Argentina.

Dá para ver neve em Bariloche no verão?

Nos cumes mais altos, sim. O Tronador mantém as geleiras o ano todo. No início do verão, também é comum ver neve nos picos mais altos. Para brincar na neve, porém, a época certa é o inverno.

Quais são os passeios gratuitos em Bariloche?

O Centro Cívico, a catedral, a costaneira do lago e a subida a pé ao Cerro Campanario não custam nada. O Circuito Chico também pode ser feito de bicicleta ou de ônibus por um valor baixo.

19. Bariloche em qualquer estação

Bariloche não se esgota em uma lista de atrações. É um destino que se revela aos poucos, entre mirantes, navegações e chocolates quentes no fim da tarde. Saber o que fazer em Bariloche em cada época ajuda você a escolher o que ver primeiro. O resto fica para a próxima viagem.

Com as datas definidas, vale olhar as opções com calma e montar o roteiro que combina com você. E, se a Patagônia for só o começo, o catálogo completo da Civitatis reúne atividades em português e espanhol no mundo todo.

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